‘Amazônia’, da Record, aposta nas subcelebridades e no didatismo piegas

Victor Fasano no programa Amazônia, reality show da Record - Divulgação

“Esse é o arabá, a majestade da floresta”, diz o ator Victor Fasano antes de abraçar a árvore, diante do grupo de subcelebridades que lidera Floresta Amazônica adentro, em Amazônia, reality show que a Record estreou nesta madrugada, à 0h15. Nova reunião de semifamosos da emissora, Amazônia aposta no didatismo por vezes piegas – com direito a chororô da ex-jogadora de basquete Marta Sobral no contato com a mata. Mas, em comparação com A Fazenda, leva uma boa vantagem: ao menos neste primeiro episódio, mostrou uma edição mais ágil e amarrada. Foi possível o básico, acompanhar o programa sem se perder.

O programa teve início em São Paulo, de onde doze subcelebridades – várias delas ex-atletas consagrados em suas modalidades, como Marta e Pampa, ex-jogador de vôlei – tomaram um helicóptero para a floresta. O helicóptero, aliás, foi um dos motivos do choro de Marta, que lembrou dele enquanto rompia em pranto no meio do mato. Outros extravasaram a emoção falando em energia, como a DJ Vivi Seixas, filha de Raul. Ou, caso do surfista Picuruta Salaza, fazendo aquilo que Fasano fez: abraçando árvore. Cena que tem tudo para se multiplicar nos próximos capítulos do reality, que quer transformar os participantes em amigos da floresta. Difícil é crer que Carolina Magalhães, a neta de ACM, fique íntima da mata: em boa parte do programa de estreia, ela estava de cara fechada.

Divididos em dois grupos, Yai (onça, em idioma indígena do tronco tucano) e Yaka (peixe), os quase-famosos de Amazônia vão competir entre si coletiva e individualmente em episódios que vão ao ar por 12 semanas. Nesse período, eles serão avaliados por quesitos ambientais, como o cuidado com o lixo produzido, avisaram o apresentador Fasano e o consultor ambiental Marcelo Skaf, escalado para liderar um dos times de subcelebridades na mata. Não haverá eliminações, e no último dia será anunciado o vencedor, que levará 1 milhão de reais – metade já comprometida com instituições que atuam no local.

Skaf, diga-se de passagem, marcou pontos sobre Fasano na estreia do programa. Enquanto o ator abraçava seu arabá, o consultor aparecia explicando à turma que utilidade davam à árvore os índios da região: a de tambor para comunicar situações de emergência. Utilidade que reverberou na aura mística de Vivi Seixas: “O som me lembra o do ‘om’, da yoga'”, comentou.

Irônico é que o didatismo, além de resvalar por vezes na pieguice, nem sempre seja cuidadoso. No início do programa, Victor Fasano, em off, apresenta a Floresta Amazônica como um lugar com “animais, plantas, pássaros e insetos”, como se pássaros e insetos não fossem animais, mas pertencessem a um reino à parte. Logo depois, diz que o lugar tem milhões de insetos e invertebrados. O perigo é algum desavisado achar que inseto tem ossos. E se emocionar com isso.

Fonte: Veja

Postado por Cleberson

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